LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DAS PARASITOSES INTESTINAIS HUMANAS EM ALUNOS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE RUBINÉIA E ESMERALDA-SP
DOI:
https://doi.org/10.24980/rfcm.v3i5.1580Palabras clave:
Enteroparasitoses, Saúde, Higiene, ConscientizaçãoResumen
As infecções parasitárias intestinais representam um problema de saúde pública mundial. No Brasil, elas apresentam maior prevalência em populações de nível socioeconômico mais baixo e que vivem em condições precárias de saneamento básico, resultando em altos índices de morbidade e mortalidade; sendo um dos principais fatores debilitantes da população e associando-se a quadros de diarréia crônica e desnutrição, comprometendo o desenvolvimento físico e intelectual da população. Apesar dos esforços no combate às verminoses, as infecções intestinais ainda são excessivamente comuns. Nesse trabalho, foram desenvolvidas ações junto aos alunos como a confecção de jogos sobre parasitoses e estudada a distribuição das entoparasitoses mais frequentes nos alunos das escolas de Esmeralda e Rubinéia, SP, no período de abril de 2013 a março de 2014. Foram realizados 21 exames laboratoriais de crianças da faixa etária de 5 a 10 anos. A prevalência de entoparasitoses foi de 47,61% nessa amostragem. As entoparasitoses mais encontradas foram Giárdia lamblia com oito casos (38,57%), Ascaris lumbricóides com um caso (5%) e Entamoeba coli com um caso (5%). Sua maior prevalência foi em crianças do sexo feminino. Acredita-se que as principais causas sejam a falta de higiene pessoal, consumo de verduras e frutas mal lavadas e ingestão de água não tratada. Simples cuidados como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro e lavar corretamente as frutas e verduras ajudam a prevenir tais parasitoses. Após a análise dos resultados, as crianças portadoras de enteroparasitas foram encaminhadas aos postos de saúde para cuidados médicos, onde receberam medicamentos para o tratamento curativo.
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