INCLUSÃO ESCOLAR COM ÊNFASE NA DEFICIÊNCIA VISUAL

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.24980/rfcm.v9i11.4027

Palabras clave:

Deficiência visual, Inclusão, Ensino, Recursos pedagógicos, Tecnologia inclusiva, Capacitação docente

Resumen

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 170 milhões de pessoas de pessoas no mundo possuem algum tipo de deficiência visual. Destas, cerca de 40 milhões são cegas, enquanto que algo em torno de 130 milhões de pessoas possui limitações severas de visão. Ainda segundo este órgão, estes números irão dobrar até 2020, em decorrência destes dados, é de extrema importância para a sociedade a inclusão do deficiente visual. No Brasil, desde a década de 90 têm sido propostas e implementadas políticas de inclusão das pessoas com alguma deficiência, as quais abrangem direitos trabalhistas, acesso amplo ao lazer e à cultura, aprendizagem, etc. Entretanto, tendo em vista os inúmeros problemas existentes nos setores voltados à educação, percebe-se que os professores em geral enfrentam inúmeras dificuldades e desafios no seu dia-a-dia e não contam com uma capacitação adequada para atender aos anseios da sociedade pela inclusão das pessoas com deficiência, principalmente as que possuem limitações na percepção visual. Diante disso, ressalta-se a importância de conhecer melhor as características e as dificuldades escolares enfrentadas pela pessoa com deficiência visual, bem como o que tem sido feito em benefício delas ao redor do mundo e no Brasil. Assim, o presente estudo tem como objetivo principal apresentar um panorama geral sobre a deficiência visual no Brasil, enfocando metodologias e tecnologias que favorecem a inclusão da pessoa com deficiência visual, particularmente nas instituições de ensino. Serão realizadas buscas “online” por artigos periódicos científicos bem como por livros e outros materiais, com vistas a compor uma revisão bibliográfica crítica, demonstrando a viabilidade das metodologias e materiais de ensino existentes e sua aplicabilidade para a inclusão das pessoas com deficiência.

 

SCHOOL INCLUSION MINORED IN VISUAL IMPAIRMENT

ABSTRACT

According to the World Health Organization, 170 million people around the world have any kind of visual impairment, 40 million are blind and 130 million have severe sight limitations. It is estimated that such situation tends to get worse, mostly when they enter in the educational system. The present paper aims to present an overview about visual impairment in Brazil, minoring methodologies and technologies that benefit visual impaired subjects, mainly at educational institutions. It was decided to perform “online” searches for articles in scientific journals as well as books and other material as a methodology to accomplish a narrative bibliographic review. According to the results obtained, it was verified that since the nineties, outlines and inclusion policies for visual impaired people have been implemented in Brazil; they cover labor rights, access to leisure and culture, education, etc. However, it can be noticed that teachers, in general, ignore several difficulties and challenges those individuals face in their daily routine added to the fact they do not receive proper trainee to assist the needs for the inclusion of impaired people, chiefly the visual impaired ones. Conversely, several education enabling mechanisms related to visual impairment were observed, such as equipment and technology as well as data from visual impaired people and the viability of the methodologies and teaching materials created to benefit those individuals.

Keywords: Visual Impairment. Inclusion. Teaching. Teaching Resources. Inclusive Technology. Teacher’s Development.

Biografía del autor/a

Carlos de Paula PORTELA, Centro Universitário de Santa Fé do Sul - Unifunec

Possui graduação em Psicologia, mestrado em Psicologia na área Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Concluiu doutorado em Ciências, na área de Farmacologia, pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Finalizou seu pós-doutoramento sobre comportamento e sistema imuno-inflamatório diante de estresse, no departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Desenvolveu estudos sobre o papel do condicionamento operante e respondente no desencadeamento da ansiedade e do estresse e seus efeitos comportamentais e psiconeuroimunes. Foi Professor Titular na Universidade Paulista, lecionando Fisiologia, Neuroanatomia, Psicologia Comportamental, Psicologia Experimental, entre outras disciplinas. Atualmente é Professor Titular de Psicologia nas Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul, SP.

Citas

ANTUNES, C. A Dimensão de uma Mudança. Campinas: Papirus, 1998.

BARRAGA, N. Programa para desenvolver a eficiência no funcionamento visual. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1998.

BRAILLE VIRTUAL 1.0. Ensino de Braille para pessoas que veem. Disponível em: http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/Portugues/downloadw.html. Acesso em: 1 abr. 2020.

BRASIL, 1997. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. 2. ed. Brasília, DF: Corde, 1997.

BRASIL, 1989, Lei nº 7.853, de 24 de out. de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social. Lex – Coletânea de Legislação e Jurisprudência, São Paulo, v.53, p. 760, out/dez. 1989. Disponível em: http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/1616/UNIJU%C3% 8D%20TCC%20PARA%20GRAVAR%20CD-Catiele.pdf?sequence=1. Acesso em: 2 jan 2018.

BRASIL, 2015, Lei n. 13.146, de 6 de jul. de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm. acesso em: 30out 2018.

BRASIL, 2019, Decreto no 9.465 de 2019, Cria a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação. Disponível em: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57633286. Acesso em: 4 maio 2020.

BRIANT, M. E. P.; OLIVER, F. C. Inclusão de crianças com deficiência na escola regular numa região do município de São Paulo: conhecendo estratégias e ações. Revista Brasileira de Educação Especial, v.18, n.1, p. 141-154, 2012.

BRIMELOW, A. Óculos inteligentes ajudam deficientes visuais a enxergar, 2014. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/06/140617oculosinteligentesvisaofn. Acesso em: 30 dez. 2017.
CAMARA PAULISTA PARA A INCLUSíO DE PESSOAS COM DEFICIENCIA Cão Guia. Disponível em: https://www.camarainclusao.com.br/#secao-artigos. Acesso em: 30 dez. 2017.

CARNEIRO, M. A. O acesso de aluno com deficiências as classes comuns: possibilidades e limitações. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

CARVALHO, L. I. et al. Dispositivo auxiliador para portadores de deficiência visual, 2012. Disponível em: http://sistemaolimpo.org/midias/uploads/f0665491308eeeca82f81b36f7f9fe11.pdf. Acesso em: 30 dez. 2017.

CARVALHO, R. V. G. História da educação. Petrópolis Rio de Janeiro: Vozes, 2008.

CONDE, A. J. M. Definindo a cegueira e a visão subnormal, 2002. Disponível em: www.ibcnet.org.br. Acesso em: 2 jan. 2018.

DEPARTAMENTO DE APOIO À INCLUSíO, Soroban, 2018. Disponível em: http://ww.eern.br/graduacao/dain. Acesso em: 11 dez. 2017.

DOSVOX- Versão 5.0 Beta. Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/download.htm. Acesso em: 10 jan. 2018.

FÁCION, J. R. Inclusão escolar as implicações, Curitiba, PR: IPBEX, 2005.

FUNDAÇíO BRADESCO E BANCO REAL. Virtual Visio. Disponível em: http://www.micropower.com.br. Acesso em: 10 jan. 2018.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

GODINHO, F. Novo conceito de acessibilidade. Janeiro, 2010. Disponível em: http://estudoeaprendizagem.blogspot.com.br/2010/12/tecnologia-assistiva-para-cegos.html. Acesso em: 29 nov. 2017.

GOLDEMBERG, J. O repensar da educação no Brasil. Estud. São Paulo, 1993. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141993000200004. Acesso em: 23 jan. 2018.

GOULART. R. R. V. et al. Dispositivo de conversão de texto em voz para deficientes visuais. Anais do XV Congresso Brasileiro de Informática em Saúde – CBIS/2016. Disponível em: http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/07/906208/anais_cbis_2016_artigos_completos-147-158.pdf. Acesso em: 1 abr. 2020.

GOZZI, T.; RUETE, H. M. Identificando estilos de ensino em aulas de educação física em segmentos não escolares. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v.5, n.1, 2006.

HENGEMÜHLE, A. Gestão de ensino e práticas pedagógicas. 3 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

IBGE – Instituto Brasileiro de Estatística. Taxa de analfabetismo de 15 anos ou mais de idade. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/panorama. Acesso em: 13 mar. 2020.

LARAMARA: Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, 2010. Disponível em: http://www.laramara.org.br. Acesso em: 2 fev. 2018.

MACHADO, L. M. Mercado global: a esfinge do presente. In: SILVA JUNIOR, C. A. (Org.). O profissional formado por seu curso está preparado para as exigências da nova ordem mundial? São Paulo, Pro-Reitoria de Graduação da UNESP, 1996. p. 91-106 (VI Circuito PROGRAD)

MANTOAN, M. T. E. Ensino inclusivo/educação (de qualidade) para todos. Integração, SEESP/MEC, 1998.

MANTOAN, M. T. E. Igualdade e diferenças na escola: como andar no fio da navalha. In: PRIETO, R. G. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006. Disponível em: http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/173/181. Acesso em: 3 jan. 2018.

COLL, C; MARCHESI, Á.; PALACIOS, J. (Orgs.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. V.3.

MARQUETI, A. R. R. A inclusão do deficiente auditivo da educação infantil: a atuação do professor. Lins: Unisalesiano, 2013, 54 p. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins SP, para graduação em Pedagogia, 2013. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/56027.pdf. Acesso em: 2 jan. 2018.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇíO. A construção do conceito de número e o pré-soroban. Brasília, DF: Secretaria de Educação Especial-MEC/SEESP, 2006.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇíO. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. Brasília, DF: Secretaria de Educação Especial-MEC/SEESP, 2001.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇíO. Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. EducaçãoInclusiva: a escola. Brasília, DF: Secretária de Educação Especial-MEC/SEESP, 2004.

MOSSTON, M.; ASHWORTH, S. The Spectrum of teaching styles. New York. Longman. 1990 apud GOZZI, T.; RUETE, H. M. Identificando estilos de ensino em aulas de educação física em segmentos não escolares. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v.5, n.1, 2006.

NVDA: Leitor de Tela Livre para Windows. Disponível em: http://www.acessibilidadelegal.com/33-nvda.php. Acesso em: 12 jan. 2018.

OLIVEIRA, J. J. A. B.; MELO, J. C. Sistema Braille no processo de ensino- aprendizagem das pessoas com deficiência visual: da Educação Infantil ao Ensino Superior. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. 13, p. 63-73. 2019.

ORGANIZAÇíO MUNDIAL DA SAÚDE- OMS. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionadas à Saúde. 11.ed. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/revision/en/. Acesso em: 1 abr. 2020.

ORGANIZAÇíO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Assembleia Geral das Nações Unidas, 6 de dezembro de 2006.

POPPER, K. R.; ECCLES, J. C. O eu e seu cérebro. 2. ed. Brasília – DF: Papirus, 1995.

REIS, R. À flor da pele: inclusão de crianças com deficiência visual. São Paulo: Cia dos Livros, 2010.

RIBAS, J. B. C. O que são pessoas deficientes. 6. ed. São Paulo, SP: Brasiliense, 2003.

ROMAO, M.; COSME, I. Utilização de softwares leitores de tela como coadjuvante no processo de aprendizagem de pessoas com deficiência visual. HOLOS, 2011. 5 p. 74-80.

ROSE D. Aplicativo de celular ‘lê’ mundo para deficientes visuais com ajuda de voluntários, 2015 Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150129_app_deficientes_lab. Acesso em 10 dez. 2018.

SASSAKI, R. K. O direito à educação inclusiva, segundo a ONU. In: A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência Comentada. Brasília: Corde, 2007.

SOUZA, I. L. G. A Formação do professor numa Perspectiva Lúdico-inclusiva: uma realidade possível? Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de são Paulo- UNESP Presidente Prudente- S.P - -2007. Disponível em: http://www.aems.edu.br/conexao/edicaoanterior/Sumario/2013/downloads/2013/3/58.pdf. Acesso em: 2 jan.2018.

TIBA, I. Ensinar aprendendo: como superar os desafios do relacionamento professor-aluno em tempos de globalização. 10. ed. São Paulo: Gente, 1998.

VIGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

ZÍLIO, M. P. Espaço pedagógico. Passo Fundo: EDIUPF, vol. 4, n. 1,1999.

Publicado

2020-06-10

Cómo citar

URZEDO, Lauane Freitas Leal; JORGE, Carlos Alberto Maioli; PORTELA, Carlos de Paula. INCLUSÃO ESCOLAR COM ÊNFASE NA DEFICIÊNCIA VISUAL. REVISTA FUNEC CIENTÍFICA - MULTIDISCIPLINAR, Santa Fé do Sul, São Paulo, v. 9, n. 11, p. 1–20, 2020. DOI: 10.24980/rfcm.v9i11.4027. Disponível em: https://seersuporte.unifunec.edu.br/index.php/rfc/article/view/4027. Acesso em: 17 may. 2026.